O que o consumidor precisa ficar atento na hora de comprar café?

Consumidor possui uma série de ferramentas para adquirir café de qualidade

compra de café
Imagem: Adobe Stock
06/10/2022
Publicado em

O Brasil sempre foi um grande consumidor de café, e a qualidade é um dos motivos que alavanca o consumo da bebida no país. No passado, na década de 80, o consumo de café caiu vertiginosamente, infelizmente, tínhamos um cenário de fraude e impurezas na casa dos 30%, onde empresas mal intencionadas ofereciam produtos misturados com palha, milho e outras substâncias estranhas. 

Mas, esse cenário mudou. Com um  trabalho pioneiro, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) assumiu o compromisso com a pureza e a qualidade e passou a realizar o monitoramento dos cafés oferecidos no mercado interno, o percentual de cafés adulterados diminuiu consideravelmente. Atualmente, está em aproximadamente  1%. Com isso,  a oferta de cafés de melhor qualidade alavancou o consumo do produto, que  aumentou em 162% nos últimos 30 anos, passando de um per capita de 2,27 Kg/ano, para 4,84 Kg/ano. Em 2021, foram 21,5 milhões de sacas e o  investimento em fiscalizações, por parte da Associação, é de R$ 2 milhões ao ano.

[Valor agregado: saiba como o conceito se aplica ao mercado de café]

Como o consumidor pode assegurar a qualidade do café

Atualmente, o consumidor pode contar com uma série de ferramentas que garantem a qualidade do produto adquirido. A ABIC, com os seus programas de certificação, visa dar segurança aos brasileiros e oferecer a todos um café livre de adulterações ou misturas, ou seja, um café puro.

As principais certificações são: o Selo de Pureza, também conhecido como Programa Permanente de Controle da Pureza do Café (PPCPC), criado pela Associação em 1989, antes mesmo do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. O Selo garante que o café não tem impurezas ou misturas, e o Selo de Qualidade, que  através de uma metodologia sensorial, segmenta os cafés em 4  categorias de qualidade: Extra Forte;Tradicional;Superior e Gourmet.

A Associação realiza, periodicamente, a fiscalização das marcas certificadas por meio do monitoramento da pureza e qualidade do café ofertado no mercado nacional através de coletas realizadas diretamente nos pontos de vendas (PDV), para verificação da conformidade e renovação da certificação dos produtos disponíveis ao consumidor, que sejam certificados ao uso do selo. Dessa maneira, ao comprar o seu café no mercado, procure o certificado de pureza e qualidade na embalagem, pois ele garante que o produto está conformidade e atende a legislação em vigor.

A  ABIC também disponibiliza o aplicativo ABICAFÉ, onde o cliente, por meio do código de barras, tem acesso a todas as informações sobre o produto e pode conferir se ele está dentro dos padrões estabelecidos pela Associação. Além disso, estão disponíveis informações sobre o perfil de sabor, que descrevem atributos como aroma, bebida, torra e corpo, e conteúdos a respeito das categorias de qualidade: Tradicional, Extraforte, Superior e Gourmet.

Portaria 570 dará mais informações ao consumidor

A partir de janeiro de 2023, a indústria de café passará por mudanças referentes à Portaria 570/22, que estabelece o Padrão Oficial de Classificação do Café Torrado e Moído.

Uma das alterações diz respeito às informações presentes na rotulagem. Três novos dados passarão a ser obrigatórias nos rótulos de todos os produtos: 

1) As espécies de café ali contidas;

 2) O ponto de torra;  

3) No caso de o produto não atingir padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela portaria, no rótulo deverá constar  como “Fora de Tipo”. 

A denominação “Fora de Tipo” deve ser exibida nas embalagens dos produtos que não alcançarem os parâmetros mínimos de cafeína, extrato aquoso e a nota de qualidade global da análise sensorial, expostos nos anexos II e III da Portaria. No caso de cafés fraudados ou impuros, eles serão considerados “desclassificados” e não poderão ser comercializados ou disponibilizados para consumo.

Redação: Usina da Comunicação.

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